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Como prevenir Riscos Psicossociais em Trabalhadores Isolados

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Todos os dias, os trabalhadores são vítimas de acidentes de trabalho. A cada cinco segundos há um acidente de trabalho na Europa.

Em Portugal, este valor ronda os 230 mil acidentes/ano. Em termos mundiais, o número de pessoas vítimas de acidentes de trabalho, por ano, é cerca de três vezes o número de pessoas que morrem em conflitos armados. Face esta realidade, este artigo foca-se na maneira de prevenir Riscos Psicossociais em Trabalhadores Isolados.

Perante as 450 mortes diárias de trabalhadores europeus por causas relacionadas com o trabalho, a segurança e a saúde laborais não podem ser consideradas um luxo, mesmo em tempos de crise, nem continuarem a ser vistas como um custo acrescido por parte das empresas.

Na União Europeia, em 2017, mais de dois milhões de acidentes deste tipo resultaram em ausências superiores a quatro dias do posto de trabalho e 2.912 resultaram mesmo na morte dos trabalhadores.

Portugal é o quarto país do bloco comunitário com mais acidentes fatais por 100 mil trabalhadores.

De acordo com dados divulgados pelo Eurostat, a taxa de incidentes fatais na União Europeia tem recuado, nos últimos anos: de 2,87 por 100 mil trabalhadores em 2010 para 2,25 por 100 mil trabalhadores em 2017.

Em 16 dos 27 Estados-membros a taxa de acidentes fatais (isto é, que resultam na morte do trabalhador até um ano depois do incidente) é superior à media.

A Roménia regista a taxa mais alta: 5,72 por 100 mil trabalhadores.

Segue-se a Bulgária (com 4,30) e a Áustria (com 4,11).

Portugal aparece em quarto lugar, com 3,86 acidentes fatais por cada 100 mil trabalhadores.

Esta taxa é significativamente mais baixa do que aquela que tinha sido registada em anos anteriores. Por exemplo, em 2009, estava nos 5,6 por 100 mil trabalhadores.

Mas, mesmo assim, Portugal está distante dos números apresentados por países onde os acidentes de trabalho são menos frequentes: Malta com 0,57; Holanda com 0,78; Chipre com 0,85; e Estónia com 1,02.

A importância dos Riscos Psicossociais em Trabalhadores Isolados

Estes números serviram como introdução para o TECVIEW WEBINAR dedicado ao tema OS RISCOS PSICOSSOCIAIS E O TRABALHO SOLITÁRIO.

Veja agora o REPLAY do TECVIEW WEBINAR 5 – OS RISCOS PSICOSSOCIAIS E O TRABALHO SOLITÁRIO para ficar a conhecer os principais problemas e soluções para minimizar os riscos para trabalhadores isolados na maioria das actividades profissionais.

 

 

Desde que as Leis de Saúde e Segurança Ocupacionais foram criadas, a área de segurança do trabalhador evoluiu significativamente. As entidades e empresas desenvolveram novas maneiras de proteger as pessoas em todas as funções e setores, especialmente aqueles que são mais vulneráveis e enfrentam maiores riscos de segurança.

Neste particular, as pessoas que trabalham sozinhas e em locais remotos estão mais em risco do que os outros trabalhadores. Realçamos que este grupo demográfico aumentou substancialmente como resultado das mudanças provocadas pela COVID-19.

Mas, o que é um trabalho isolado?

Por trabalho solitário entende-se todas as atividades que são realizadas num local remoto ou isolado da ajuda externa por causa da sua natureza, tempo ou características do local, onde podem estar trabalhadores expostos a riscos derivados da manutenção de instalações ou substâncias perigosas.

O trabalho isolado encontra-se de tal forma disseminado no modus operandi da indústria, que de um modo geral passa despercebido. Por este facto, quer a sua definição, o seu enquadramento legal, a sua institucionalização, quer mesmo a sua prevenção, são difíceis de gerir e implementar.

O número de trabalhadores isolados (também designados de solitários) aumentou dramaticamente, especialmente com o incremento de pessoas que atualmentetrabalham remotamente e em casa, assim como às regras impostas devido à pandemia, que isolou milhares de trabalhadores em fábricas e estabelecimentos comerciais.

Os trabalhadores isolados enfrentam uma série de riscos de segurança.

Os mais comuns são escorregões, tropeções e quedas, que foram a causa de 700 mortes em 2016, bem como cerca de 50.000 acidentes com afastamento do trabalho.

Outro risco de segurança comum que os trabalhadores isolados enfrentam é o das máquinas e equipamentos, que podem deslocar-se ou cair sobre o trabalhador, ferindo-o ou prendendo-o. Além disso, não é incomum que os trabalhadores fiquem presos em máquinas, o que pode resultar em consequências debilitantes, se não mesmo mortais.

As atividades onde o trabalho isolado é mais usual correspondem à segurança privada, oficinas e bombas de combustível, serviços de manutenção e reparação na indústria, serviços de limpeza, condução de máquinas e veículos, trabalhos com energia eléctrica e guardadores de gado.

O que torna os trabalhadores isolados mais vulneráveis?

Por que as avaliações de risco são importantes para trabalhadores isolados?

Qual é o impacto de um sistema de monitorização do trabalhador isolado?

Como é possível prevenir os riscos psicossociais nos trabalhadores solitários?

Qual é o enquadramento legal do trabalho isolado?

Quem são e o que fazem os trabalhadores isolados?

Quais os riscos específicos do trabalho isolado?

Como podem as empresas garantir a segurança dos seus trabalhadores isolados com a ajuda de tecnologia?

Como os trabalhadores isolados podem beneficiar com tecnologias de rastreamento?

Por que razão apoiar os trabalhadores isolados é um investimento digno e essencial?

 

 

Assista a este TECVIEW WEBINAR para encontrar a resposta a estas e outras perguntas. O objectivo deste evento online é que todos os participantes obtenham novas ferramentas e estratégias inovadoras para a prevenção dos riscos profissionais nas situações de trabalho isolado nas respectivas empresas e organizações.

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