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Como funciona a Tecnologia de Extinção de Incêndios por Aerossóis?

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Os incêndios são um problema real em Portugal, amplamente conhecido e reconhecido por toda a sociedade. No entanto, a perceção global, e a atenção mediática, centra-se maioritariamente nos incêndios florestais, em detrimento dos incêndios urbanos e industriais.

Sendo verdade que os incêndios florestais são um flagelo que temos que combater, contudo é muito importante dar mais atenção aos incêndios urbanos e industriais pois, ao contrário dos florestais, o número de ocorrências não está a diminuir, tendo até aumentado em algumas tipologias!

Os incêndios urbanos estão divididos entre incêndios em habitações, os mais frequentes em Portugal, e os incêndios industriais. Dentro da tipologia de incêndios em edifícios não residenciais podemos considerar as ocorrências registadas nos sectores Hoteleiro e Restauração, Comerciais e Gares de Transporte, Administrativos, Industriais, Oficinas e Armazéns.

Entre 2006 e 2010, a ANEPC (ANPC – Autoridade Nacional de Proteção Civil – à data) disponibilizava um Anuário de Ocorrências, onde detalhava o número de ocorrências por tipologia de utilização dos edifícios.

Esses dados já demonstravam que os edifícios pertencentes às Utilizações – Tipo I (Habitacionais), VII (Hotelaria e Restauração) e XII (Industriais) eram as mais afetadas, com uma média de 7228 ocorrências em habitações, 458 em edifícios de hotelaria e restauração, e 1136 em edifícios industriais.

Segundo os dados que a APSEI tornou públicos em 2014, em Portugal ocorrem em média 10 mil incêndios urbanos por ano, que provocam cerca de 60 mortos anualmente.

Estes números demonstram é bastante relevante apostar na Segurança Contra Incêndios em Edifícios, de forma a minimizar os impactos dos incêndios, particularmente o número de vítimas mortais. Um bom princípio é perceber se o seu edifício cumpre todas as normas, e tem todos os equipamentos operacionais.

Atualmente, mais de 60% das áreas industriais portuguesas apresentam elevado risco de incêndio, de acordo com um estudo do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC).

Em declarações à agência Lusa, o presidente daquele estabelecimento de ensino, Mário Velindro, adiantou que foram estudados mais de 200 polígonos industriais em todo o país, através de uma equipa multidisciplinar, no âmbito da licenciatura em engenharia civil.

O que é a Extinção de Incêndios por Aerossóis?

Neste contexto, hoje dedicamos a nossa atenção à Tecnologia de Extinção de Incêndios por Aerossóis, que tem conquistado cada vez mais empresas em todo o mundo.

Aliás, devido precisamente a esta problemática ser cada vez mais importante dedicamos o nosso primeiro TECVIEW WEBINAR a este tema. Realizado no dia 30 de Junho de 2021, o TECVIEW WEBINAR – AS VANTAGENS DA SUPRESSÃO DE INCÊNDIOS COM AEROSSÓIS E DETEÇÃO POR ASPIRAÇÃO foi orientado particularmente para Gabinetes de Projecto e Indústria. Neste vídeo pode ver o Replay deste evento online no Canal YouTube TECNIQUITEL.

O aerossol não é um gás, líquido ou sólido, mas apenas um método, usado para gerar partículas extremamente finas e gases que atuam de forma radical pelo completo varrimento dos espaços, inibindo a combinação do hidrogénio com o oxigénio presente na reação química do fogo.

A supressão de incêndios faz-se por via química com a interrupção da reacção em cadeia e, fisicamente, pelo arrefecimento, o que é ideal para todas as empresas e indústrias que têm necessidade efetiva de agentes de extinção.

Os aerossóis têm uma capacidade imensa de extinção, em diferentes tipos e classes de fogos, e as quantidades requeridas para o efeito, se comparadas com agentes gasosos (como por exemplo o H1301) é cerca de 4 vezes inferior e 40 vezes menor quando comparada com os agentes de extinção por gases inertes, com uma taxa de aplicação na ordem dos 60 a 100 gramas/m3 do volume a proteger.

Os aerossóis, enquanto agentes de extinção, consistem numa névoa densa, gasosa, de cor branca, caracterizada por um odor ligeiramente amargo, considerando-se, do ponto de vista técnico, como sendo composta por uma mistura de azoto, dióxido de carbono e cristais microscópicos de carbonato de potássio, que se formam a partir de um composto químico sólido especial através de reações químicas e físicas.

Os agentes de extinção por aerossóis podem em muitos aspetos, ser comparados a um agente de extinção gasoso típico, pois têm características de fluidez análogas, são mais leves que o ar ambiente e conseguem penetrar e introduzir-se com muita facilidade em todos os sítios.

Neste particular, os aerossóis Salgromatic caracterizam-se por uma elevada velocidade de descarga e homogeneidade na formação das suas névoas, para permitir um efeito de extinção rápida, graças à facilidade com que atingem as concentrações necessárias à extinção, em apenas alguns segundos.

A supressão de incêndios Salgromatic, um método eficiente e económico, válido para muitas condições, tem conceção e desenho modular, recorrendo a geradores completamente despressurizados, tendo sido desenvolvido com base em tecnologias usadas em combustíveis sólidos para foguetões.

Para ficar a conhecer a grande abrangência de Aplicação dos Sistemas de Extinção Aerossóis consulte o nosso site através deste link.

Como se processa a Supressão dos Fogos?

O efeito de extinção e supressão dos aerossóis baseia-se primariamente na interferência da cadeia de reações das combustões, onde o agente gasoso e os compostos de potássio presentes atacam as radicais hidroxilas, removendo-as da cadeia do fogo.

A supressão por aerossóis reduz também a temperatura das chamas para valores tais, em que a combustão não é suportada. Os aerossóis Salgromatic para supressão de incêndios, não reduzem o oxigénio, mantendo o seu teor na atmosfera a níveis de 17 a 20,8% por volume.

Tipicidade dos Aerossóis

Os aerossóis têm um período muito longo de persistência e as partículas podem manter-se em suspensão no ar seco, se não houver ventilação, por mais de 24 horas, o que previne, em muitos casos, contra reignições ou mesmo explosões.

As suas propriedades, análogas à dos gases, a sua taxa de descarga muito rápida permitem a sua difusão e distribuição por todo o volume protegido e as suas partículas conseguem introduzir-se e alcançar os lugares mais recônditos em estruturas de geometria complexa.

Depois de descarregados, as névoas de aerossóis devem ser ventiladas e, se desejado, todas as superfícies devidamente limpas. Os aerossóis são 100% dielétricos e não obrigam a limpezas intensas, nem provocam danos.

 

Conformidade:

89/106/EEC

2004/108/EC

96/577/EC

CEN/TC 191

FK (SBF) 128

NFPA 2010

GOST R 53284

 

Partes Aplicáveis:

STANAG 4370

ISO 15779

UL 2775

GOST R 53280-4

GA 499.1

CEN/TR 15276

ISO 9001

CE

 

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