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E assim vamos… e iremos… agudizando as minhas angústias!

Será que esta nova geração, tal como diz um dos nossos cantores mais queridos, cujo nome se inspira numa árvore nobre, mas do antigamente, “saberá qual é a responsabilidade de ter uma bandeira e o que nos custou ganhar a liberdade”?

por Rangel Gomes

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E agora, ainda invisível, sem pretensões de mudar de estado;

ocorrem-me mais coisas, algumas que me afligem e até ofendem a minha mais do que modesta inteligência, verbalizadas por Visíveis, certamente de uma geração menos privilegiada que a atual, a avaliar por aquilo que dizem e insinuam, num ato que parece ser de contrição e cujos recetores terão certamente a mesma emergência.

Então a nova geração é mais bem preparada de sempre? Será que dito assim não é um slogan apenas mal conseguido, repetido vezes sem conta, para fazer charme ou, talvez, um piscar de olho aos novos votantes? Pergunta para uma questão sem resposta, mas essencialmente estulta.

Pergunto, porque então não seria de esperar que assim fosse? Todas as gerações passadas sempre foram, no seu momento, ou podemos denegar as conclusões, aliás bem documentadas, de Charles Darwin sobre a evolução das espécies?

Tolice e estultícia intoleráveis dum grupo de manipuladores de opinião, mas mesmo assim habilidosos na gestão das suas vidas e percursos e capazes de metamorfoses incríveis.

Sempre tive para mim que pássaros da mesma pena voam juntos, uma lei da natureza.

O que dizem, de igual modo, de um ex-ministro, infelizmente falecido, leporídeo, pessoa afável e simpática, que se redimiu dos seus possíveis pecados e eventuais responsabilidades, demitindo-se voluntariamente quando confrontado com várias mortes, pasme-se lá, quando caiu uma ponte no século XXI no primeiro mundo. Apenas um exemplo da mitologia.

Demitiu-se! Será que o gesto foi nobre, ou antes, estando já farto da posição que detinha, foi apenas uma forma de não responder em julgado, por razões que talvez tenha ocultado ou que lhe foram sonegadas?

Terá sido nobre, louvável ou mesmo ético, criar um cordão umbilical, creio que bem remunerado, com uma grande construtora e ir de mão estendida, subserviente e servil, para um país estrangeiro mendigar umas obrazitas junto de amigos bem colocados? Teve mérito? Não é assim que entendo, modesto e inconformado invisível que sou.

É assim que formamos os nossos jovens ensinando-os a fugir às responsabilidades, fugindo de vista e tornando os desaires numa oportunidade para as suas vidas?

Que futuro vai este país ter quando entronizamos estes gestos? Quando os entendemos como grandiosos… Não estamos a formar líderes, não somos uma incubadora de valores, mas sim a gerar irresponsáveis! Vão mostrar isso no futuro.

Chegámos a esta nova geração, a dita fabulosa, de que forma, emergindo da pré-história? E será mesmo tão bem preparada como isso? Não estará o mundo a criar pequenos monstros, dissociados da vida real, mergulhados no seu mundo virtual, antissocial e navegando numa realidade abstrusa?

Será que, em termos práticos e da vida real estarão preparados para dar o seu contributo? Uma vez mais interrogo-me se não terão perdido valores, alguns importantes, como por exemplo: pátria e família, pois que, em termos de religiosidade, até me parece muito bem que cada um tenha os seus credos e confissões, desde que não fundamentalistas.

Será que esta nova geração, tal como diz um dos nossos cantores mais queridos, cujo nome se inspira numa árvore nobre, mas do antigamente, “saberá qual é a responsabilidade de ter uma bandeira e o que nos custou ganhar a liberdade”?

 

 

Eu fiz a guerra para não ter de arrear a bandeira, pois tinha um pouco da mesma veneração dos americanos em relação à sua, não por nacionalismo, como têm largamente evidenciado, mas antes por aquilo que se denomina por patriotismo. Sabem o que isso é? Pelo que me é dado conhecer não!

Certamente que não, porque dão estes fatores como garantidos, não pensando nunca, estou certo, dos sacrifícios que os seus pais e demais cidadãos das gerações menos preparadas, fizeram para lhes transmitirem estes valores únicos, aliás com sucesso altamente duvidoso.

Ofendem-me estas barbaridades, politicamente corretas, quando ditas pela nossa pretensa elite, que se tem revelado incapaz, romântica e divorciada de tudo, atuando em nome de 10 milhões de cidadãos, estes também pouco atentos ou muito acomodados, pela forma pacífica como digerem tudo isto, sem azia.

Que país é este, que sociedade é esta, em que o tirocínio para presidiário passa por ser ministeriável, ter acesso ao poder ou à capacidade de decisão financeira?

Como se resolve? Atrevo-me a dizer que cortando a mão que cedeu à tentação, para os estigmatizar, com pena acessória de prisão até ao momento que devolvessem tudo aquilo que não era seu e foram esconder de forma ardilosa.

Também não percebo que gozo pode isto ter.

Talvez usando o colchão para o efeito lhes desse mais prazer, dormirem sobre aquilo de que se apropriaram indevidamente, que não querem mostrar, não podem usar, mas que lhes dá, quiçá, um sentimento de grandiosidade, muito embora, quando detetados gastem tudo nas suas defesas. Leis da economia…

Cruel, horrível mesmo, mas parece que resulta nalgumas latitudes, em sociedades mais primitivas, não tão evoluídas, não tão democráticas e muito menos românticas ou filosóficas.

Talvez também com métodos mais civilizados, fosse possível conseguir resultados semelhantes.

Por exemplo, usando a ciência, submetendo-os a testes de personalidade, mas que, talvez, esta geração tão dotada consiga iludir.

Sei que na empresa que dirijo resultam em cerca de 95% dos casos. Os testados ficam a saber e os ordenantes também, uma forma de evitar pássaros da mesma pena, pois a pluralidade é muito importante, ao contrário do amiguismo.

Sempre percebi que a melhor prática é uma boa teoria, séria e consistente, afligindo-me muito com teorias da treta, advogadas por gente pretensamente bem preparada para pilotar este grande barco que aloja 10 milhões de almas, mas que ainda não conseguiu perceber que traçar rotas é de importância capital.

Navegam ao sabor do vento à semelhança que se fazia na era dos Descobrimentos, mas com muito maior precisão então.

É grave, muito grave, porque hemorrágico, desmotivador e leva a geração mais preparada de sempre, como se diz, já de si deficitária em valores intrínsecos, a desertarem, desistindo do país.

É grave ver uma multidão de milhares em bico-dos-pés para se fazerem notar e mostrarem a sua total disponibilidade para fazerem o tirocínio a que acima me refiro.

Por este andar, estou certo de que num dado momento, talvez próximo, restarei eu e o porta-voz da nação, este a segurar a bandeira e eu preocupado com a minha reforma, pois não haverá contributos da nova geração, aquela com que sempre contei, para que me possa ser paga.

Então, aqueles que emigram, deixarão de ter retorno possível, como aconteceu àqueles que vieram de África, pois os tolos terão acordado.

Deixarão então de nascerem bebés em Portugal, porque serão apenas luso-descendentes, e o nosso país será então ocupado por aqueles que migram, tal como aconteceu no apogeu do romantismo recente com as casas de propriedades, coartando neste caso a possibilidade do seu regresso, como aconteceu comigo quando chegado de Moçambique.

 

 

Vou ter de afinar pelo mesmo diapasão, certamente, mas que me causa uma grande repulsa.

Congratulo-me com o êxito, com a riqueza de terceiros, exceto daqueles que a que conseguem através de estratagemas imorais.

Sou católico não praticante, mas lido muito bem com a riqueza material, ao contrário desta religião castrante, que nivela por baixo, induz egoísmos, intriga e inveja.

Sou, talvez, um dos poucos assim enformado, mas sempre vivi feliz, alegre e de forma intensa nos bons e maus momentos, como por exemplo no retorno de África, para mergulhar num mundo de românticos e idealistas, que tudo fazem para nos desencorajar.

Odeiam as empresas, a iniciativa privada, o empreendorismo, o sucesso, com falsos sentimentos e teorias de equidade, protegendo minorias e não aqueles que precisam, desencorajando muitos outros, com o seu romantismo exacerbado.

Sugam-nos o tutano para se alimentarem. São perdulários e quiçá incompetentes, mas têm uma grande capacidade de verbalização, capaz de evangelizar multidões.

Consomem, consomem de forma despudorada, recursos que não existem e, não tendo ideias ou saídas, não querem ouvir o que lhes dizem, nem fazer o que seria mais acertado, entendo eu, contratar consultores sérios e esclarecidos, oriundos de países um pouco mais avançados e que conseguiram já lidar e resolver parte destas ideocracias.

Talvez os mesmos que o impingiram há uns anos atrás, como ídolos e heróis nacionais, como por exemplo um senhor alegre, voz bem colocada, porte garboso e mesmo digno da realeza, que num dado momento, como objetor de consciência fugiu à guerra, incumprindo com as suas obrigações de defender a sua pátria, com o argumento de que não se identificava com a causa, para anos volvidos se candidatar a “patrão” da mesma; já que então estava já tudo sob controlo e não havia o perigo de perder a vida ou ficar estropiado, como aconteceu com tantos, mais tolos, que assumiram ser um desígnio nacional. O direito à resistência?

E assim vamos… e iremos… agudizando as minhas angústias!

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