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Conheça o Serviço de Análise de Espumíferos para Combate Incêndios

Podem ser analisadas amostras de espumífero ou soluções de qualquer fabricante incluindo Sintéticos (tensioativos), Proteicos, Fluor Proteicos, AFFF, AR-AFFF, FFFP e AR-FFFP. Todas as análises são conduzidas com base em Normas Internacionais conforme é recomendável.

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A Angus Fire conduz testes de rotina em concentrados espumíferos para organizações espalhadas por mais de 100 países em todo o Mundo e que operam nos mais variados sectores, incluindo as principais empresas petroquímicas e químicas, aeroportos internacionais, bases militares, centrais elétricas, portos e autoridades locais associadas aos serviços de combate a incêndios.

Enquadrados numa rede internacional conforme a Norma ISO 9000, os seus laboratórios especificamente equipados para o efeito, registados no Reino Unido, França, EUA e Austrália, nos quais trabalham equipas de cientistas e técnicos altamente qualificados analisam todos os tipos de espumíferos de acordo com os mais elevados requisitos.

Com conhecimento e experiência comprovada na avaliação de amostras, adquirida ao longo de anos, a equipa da Angus Fire dispõe de condições únicas para interpretar os resultados e para emitir recomendações totalmente fiáveis relativamente à adequabilidade dos concentrados espumíferos para uso em situações de emergência.

É importante notar que laboratórios químicos que não estejam especializados na análise destes produtos não estão em condições de prestarem esta assistência muito especializada. Para além disso o Serviço de Análise de Espumíferos é operado de forma independente em relação aos Serviços Comerciais da Angus Fire, para que as recomendações por si emitidas possam ser totalmente imparciais.

Os resultados das análises são reportados de forma rápida e eficaz por e-mail, fax ou correio acompanhados de um relatório exaustivo. Os resultados obtidos são arquivados numa base de dados para referência futura, o que permite de formar regular expedir memorandos para que voltem a ser ensaiados a pedido do cliente.

A razão da importância da Análise de Espumíferos

Os concentrados espumíferos de qualidade superior têm excelentes características de armazenagem e podem durar muitos anos se forem armazenados conforme recomendado pelos seus fabricantes. Porém, condições de armazenagem muito agressivas, a sua contaminação ou diluição acidentais, podem influenciar de forma muito negativa as suas prestações.

Para se poder garantir o seu comportamento satisfatório, os concentrados espumíferos mantidos em stock devem ser testados pelo menos uma vez por ano como recomendado pelas Organizações Internacionais como por exemplo a NFPA 11, 1998, secção 8-2 prescreve “pelo menos anualmente deve ser feita uma inspeção aos concentrados espumíferos e aos seus depósitos de armazenagem para se verificar a eventual existência de lamas ou deterioração.

Amostras dos concentrados devem ser enviados para os seus fabricantes ou para um laboratório acreditado para se proceder à análise da sua qualidade”; e na Norma BS 5306, secção 6.1:1998, secção 3, Cláusula 11(c) “todos os 12 meses. Testar os concentrados espumíferos ou suas soluções relativamente a alterações da sua constituição ou características e formação de sedimentos ou precipitações”.

É executada uma gama muito alargada de análises, desde os estudos preliminares para se identificar a categoria das amostras dos concentrados espumíferos submetidas, até testes de fogo mais complexos para avaliação do seu estado e desempenho.

Podem ser analisadas amostras de espumífero ou soluções de qualquer fabricante incluindo Sintéticos (tensioativos), Proteicos, Fluor Proteicos, AFFF, AR-AFFF, FFFP e AR-FFFP. Todas as análises são conduzidas com base em Normas internacionais como aplicável, incluindo NFPA, UL, CEN, BSI e Normas do Ministério da Defesa do Reino Unido.

Aparência Visual

A inspeção visual fornece a primeira indicação se estamos em presença de um concentrado espumífero de base sintética (líquido de cor âmbar) ou de base proteica (líquido com cor castanho escuro).

A amostra do espumífero é colocada num tubo graduado e separada centrifugamente até que todos os sedimentos sejam depositados no seu fundo. O volume do sedimento é medido como correspondendo a uma percentagem do concentrado existente no tubo. O sedimento não pode exceder 1%. Sedimento excessivo pode não necessariamente determinar a rejeição da amostra, pois muitas vezes tal é devido a colheita deficiente das amostras.

Peso Específico

O PE de um concentrado espumífero corresponde à sua densidade dividida pela densidade da água pura. É uma análise útil para identificar a categoria do concentrado e é feita usando para efeito um hidrómetro ou um frasco de densidade.

O resultado depende da temperatura a que o concentrado se encontra e, por tal razão, esta análise é feita sempre à temperatura de 20 ºC. O PE não tem uma unidade. Tipicamente os valores para concentrados sintéticos com base em detergentes situam-se entre os 0,99 e 1,05 e os de base proteica entre 1,08 e 1,18. Desvios significativos nestes valores são indiciadores de evaporação ou diluição.

pH

O pH é uma medida de acidez ou alcalinidade de um concentrado espumífero, numa escala de 1 a 14. O valor 7 corresponde a uma substância neutra, correspondendo a acidez a valores abaixo dos 7 e a alcalinidade a valores superiores a 7. O pH de um concentrado é medido a 20ºC com um medidor de pH.

Os concentrados espumíferos devem ser o mais neutro possível para se evitar a corrosão dos seus depósitos de armazenagem, muito embora apenas valores muitos elevados de pH sejam enfatizados nos relatórios de análise.

Sedimento

O sedimento – também chamado lamas ou sólidos não dissolvidos – compreendem partículas sólidas microscópicas contidas num concentrado espumífero. Estão presentes em todos espumíferos em níveis muito baixos e, regra geral, não causam qualquer problema. Porém, níveis elevados podem ser atingidos se um espumífero for contaminado ou sujeito a temperaturas extremas.

Sedimentações muito elevadas podem influenciar de forma extremamente negativa o fluxo dos concentrados nos sistemas usados para sua proporção na água e, consequentemente, a sua eficácia na extinção das chamas.

A amostra do espumífero é colocada num tubo graduado e separada centrifugamente até que todos os sedimentos sejam depositados no seu fundo. O volume do sedimento é medido como correspondendo a uma percentagem do concentrado existente no tubo. O sedimento não pode exceder 1%. Sedimento excessivo pode não necessariamente determinar rejeição da amostra, pois muitas vezes tal é devido a colheita deficiente das amostras.

Tensão Superficial

A tensão superficial é medida com uma balança de torção e permite determinar a categoria do concentrado. Os valores típicos para bases proteicas são 40 a 45; para bases Fluor Proteicas 20 a 40; FFFP e AFFF inferiores a 20; tensioativos 20 a 30. Unidade em miliNewton por metro (mNm-1) a uma dada temperatura.

Índice Refrativo (aplicável apenas a pré-misturas)

Esta análise permite determinar o grau de precisão dos sistemas proporcio-nadores de espumíferos medindo-se a percentagem de concentrado presente numa solução de espuma. A quantidade de concentrado espumífero existente na solução é medida recorrendo a um refratómetro.

Primeiro é desenhada uma curva de calibração usando as amostras de espumíferos e água retirados do sistema produtor de espuma. Amostras das soluções de espumas produzidas são depois testadas e plotadas em forma de gráfico. Os parâmetros devem encaixar-se no definido pela NFPA.

Teste Reignição Álcool

Este teste permite identificar os espumíferos resistentes ao álcool e que são adequados para extinção de incêndios que envolvam solventes polares e hidrocarbonetos. Uma pequena amostra de espuma aerizada é aplicada num fogo em álcool isopropílico e simultaneamente sujeita a uma fonte calorífica. Se o tempo que o tapete de espuma leva a colapsar for superior a 45 segundos o concentrado pode ser classificado como Resistente ao Álcool.

Teste Tolerância Gasolina

Este teste permite a diferenciação entre concentrados Proteicos e FluorProteicos. A solução de espuma é misturada mecanicamente com gasolina sem chumbo para simular a sua aplicação forçada, como por exemplo ocorre com a injeção pelo fundo.

O tapete de espuma contaminado é ignizado e registado o tempo consumi do para extinção. Um espumífero proteico não consegue extinguir o fogo. Um concentrado fluorproteico deve extinguir o fogo em menos de 2 minutos e 40 segundos. Concentrados FluorProteicos a que seja atribuído “PASSA SUPERIOR” devem extinguir o fogo em menos de 2 minutos.

Propriedades das Espumas

As propriedades da espuma aerizada produzida pelo concentrado espumífero são analisadas, porque é a espuma aerizada aquela que é aplicada ao fogo. Expansões e taxas de drenagem de boa qualidade são essenciais para a produção de um cobertor eficaz para a extinção das chamas.

As propriedades de qualquer espuma variam em função do tipo de equipamento usado e das condições de trabalho e, por tal razão, a Angus Fire analisa as expansões da espuma conforme definido pela Norma 42-40 do Ministério da Defesa do Reino Unido.

A taxa de expansão corresponde ao aumento de volume da solução de espuma quando é aerizada. A “taxa de expansão” de uma espuma é o rácio do volume da espuma aspirada em relação ao volume original da solução – por exemplo, peso de uma amostra de espuma aspirada num recipiente de 1.600 ml drenados corresponde a 180 gramas.

Porque um grama de solução de espuma ocupa basicamente um volume de 1 ml, o volume total da solução de espuma contida na amostra recolhida é de 180 ml. A taxa de expansão, portanto, é calculada com sendo 1.600 dividida por 180 o que dá um resultado de 8,9. Para que a amostra possa PASSAR na análise o seu valor deve ser maior que 7,0.

A determinação da taxa de drenagem é conseguida na amostra de espuma como é feito para determinar a taxa de expansão. Dividindo o seu peso por 4 dá um resultado de 25% do volume, expresso em ml, da solução contida na espuma. O tempo requerido em minutos para que este volume da solução de espuma drene da espuma aerizada é designado por “tempo drenagem de 25%”. Fornece um indicador importante da estabilidade da espuma e é também uma indicação fiável da categoria do espumífero.

Os concentrados FluorProteicos que se classifiquem como “PASSA SUPERIOR” devem evidenciar taxas de drenagem com tempos prolongados. As espumas sintéticas são ensaiadas em baixa, média e alta expansão com equipamentos especializados.

Coeficiente de Espalhamento

Se um concentrado for do tipo “formação película” então o coeficiente da sua propagação é medido, tomando como referência o ciclohexano cujo valor que é maior que zero. Este valor é o cálculo das medições entre as tensões interfaciais e da superfície da solução de espuma e da referência conhecida para o ciclohexano.

Interpretação dos resultados

Os resultados das análises são reportados como apurado e é fornecido um guia para interpretação como se segue:

PASSA: A amostra de espumífero submetida passou todos os testes para a sua categoria.

FALHA: Uma ou mais propriedade críticas não são aceitáveis. Recomenda-se a sua substituição imediata.

O Relatório de Avaliação do Concentrado espumífero especifica a tolerância de cada uma das propriedades. Se a amostra não cumprir a especificação, será fornecida uma descrição ou recomendação na caixa de comentários respetiva.

Como deve ser feita a colheita de amostras de Concentrados Espumíferos

Uma amostra de 1 litro de concentrado espumífero deve ser recolhida para uma garrafa de polietileno perfeitamente limpa. Se estiverem disponíveis garrafas nunca antes usadas devem ser lavadas previamente de forma conveniente. Nunca devem ser usados recipientes que antes tenham estado em contacto com detergentes ou substâncias oleosas.

As amostras devem representar os stocks existentes. Se contidos em tambores devem estes ser agitados ou rolados para que produzam uma mistura homogénea antes de se fazer a colheita pelo topo. Em depósitos de armazenagem a granel o seu conteúdo deve ser circulado por de forma a se constituir uma mistura homogénea antes de se fazer a colheita. Alternativamente poderão ser retiradas amostras do fundo, meio e topo de tanque.

Para retirar a amostra do meio usar um tubo para fazer a sua aspiração. Para retirar a amostra do fundo deve ser usada qualquer válvula lateral existente ou alternativamente deixar correr cerca de 25 litros para remover quaisquer sedimentos acumulados. Os 25 litros drenados podem ser devolvidos ao depósito pelo seu topo.

Quando forem usados estes processos para colher amostras num mesmo depósito, estas devem depois ser misturadas em proporções iguais para que uma amostra única seja representativa de uma mistura compósita.

As amostras devem ser etiquetadas de forma adequada indicando a origem, tipo de concentrado e taxa de indução recomendada.

Todas as amostras, acondicionadas de forma conveniente, devem ser enviadas para:

TECNIQUITEL – R.Thilo Krassman, 2 – Fc. A – Abrunheira – 2710-141 Sintra

https://www.tecniquitel.pt/

Soluções de Pré-Misturas de Espuma

Ativar o sistema fixo de espuma e conceder o tempo necessário para que este se equilibre. Para sistemas destinados à aplicação das espumas a quotas elevadas (derramadores) o coletor de amostras deve ser colocado na área de descarga onde se possa antecipar que se produzirá uma amostra significativa. Em câmaras de espuma em que se possa aceder ao fluxo de espuma, o coletor deve ser colocado na borda da corrente para se poder separar apenas uma parte como amostra.

A outra alternativa é recolher a espuma num tapete já formado na superfície. Se assim for deve-se colher uma amostra na vertical a toda a profundidade. Deve ser recolhida uma quantidade de espuma que permita uma amostra de pelo menos 100 ml depois de ocorrer a drenagem. Etiquetar de forma adequada 1 garrafa de 1 litro com o concentrado espumífero + água usada no sistema de produção de espuma para que possam ser analisadas.

Todas as amostras devem ser remetidas acondicionadas de forma conveniente para:

TECNIQUITEL – R.Thilo Krassman, 2 – Fc. A – Abrunheira – 2710-141 Sintra

https://www.tecniquitel.pt/

SERVIÇOS ADICIONAIS

Análises Especializadas a Concentrados

Podem ainda ser feitas análises especializadas às características físicas dos concentrados, tais como: viscosidade, ponto de turvamento, ponto de precipitação, ponto de congelamento, índice refrativo e ponto crítico de escorrimento.

As análises especializadas podem ser conduzidas a pedido em função do especificado nas Normas UL, ICAO e Ministério da Defesa do Reino Unido.

Ensaios Reais Espumas

A Tecniquitel disponibiliza ainda um serviço de ensaios on-site para se poder aferir se os equipamentos estão a funcionar corretamente. Por exemplo, ensaiar viaturas em aeroportos envolverá a verificação das características saponificantes das espuma aerizadas produzidas por monitores e linhas e água, para se poder determinar o rigor dos sistemas de proporcionamento e indução, medir o alcance dos monitores e retirar ainda amostras.

Serviços Ensaio

A Angus Fire dispõe de facilidades para a realização de ensaios ao vivo de acordo com as necessidades dos seus clientes. Localizada em Bentham em Yorkshire, o nosso campo de ensaios, equipados de forma superior, inclui bombas de incêndio das maiores que existem em Inglaterra, uma vasta gama de bacias, uma área com diques com 40 m2 para fogos de grande dimensão e uma área confinada com 100 m3 para testar espumas de alta expansão.

Ideal para testar ou demonstrar extintores portáteis ou móveis, sprinklers e monitores de água/espuma. Estas facilidades podem ser alugadas com taxas diárias e podem ainda ser disponibilizados operadores devidamente experimentados.

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